Tema – Inovação

Temos saudades de ser crianças porque em pequenos todos nos dizem que tudo é possível e que podemos ser quem quisermos. Hoje pode parecer mentira, mas se olharmos com atenção a pequenez está mesmo na nossa perspectiva. 

Vivemos em sociedade e a própria sociedade tem de se prever e compreender a si própria e como poderia, com tanta individualidade à solta?! Resolveu-se em mecanismos de defesa, de uniformização, com instrumentos como as escolas, religiões, empregos, todos e quaisquer grupos sociais e culturais que lutam por ter uma integridade/identidade em comum. Fê-lo e não a podemos levar a mal! 

Mas o que é que isso faz à nossa criatividade? Como é que molda a nossa espontaneidade? A nossa bendita/maldita inocência infantil? Passámos de um ambiente de possibilidades, aventura e descoberta, destemidos, valorizados e amados para uma súbita arena de gladiadores, inibidores e tremores. Do centro do mundo passámos para mais um número rodeado de números cada vez mais complexos e cansativos. A vontade de liderar passa a vontade de acompanhar, as ideias brilhantes dão lugar a perguntas e respostas padronizadas. 

Ufa, que peso este para se sustentar!… 

Voltemos ao início, a pequenez está apenas na nossa perspectiva. Podemos olhar para uma lâmpada e ver o objecto mais mundano imaginável. 

Olhemos agora para a sua individualidade, a genialidade do casquilho que, apesar de tocar nos dois pólos, foi construído para se integrar perfeitamente. Como nós, contém agentes luminosos, estes quando estimulados, rapidamente enchem a escuridão e limpam a névoa da incerteza. À nossa semelhança, sempre representou um ícone da inovação e singularidade.

Olhemos agora com luz renovada, para a nossa própria individualidade…

texto por Diogo Bastos, @diogo.bastao

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